FREIRAS DEVEM TOMAR ANTICONCEPCIONAL, DIZ ESTUDO
Kara Britt, da Universidade de Monash, e Roger Short, da Universidade de Melbourne, que coordenaram a pesquisa, afirmam que as mulheres que optam por não ter filhos são mais propensas a desenvolver células cancerosas porque, ao longo da vida, têm mais ciclos menstruais. Segundo eles, quanto mais menstruamos na vida, maior é a chance de desenvolvermos cânceres. No caso dos cânceres de mama, isso acontece porque as alterações hormonais de cada ciclo expõem o tecido mamário a altas doses de estrogênio, o que aumenta o crescimento de células cancerosas. No caso dos tumores de ovário,o estresse físico de ovular uma vez por mês danificaria os tecidos, facilitando o crescimento anormal das células. Segundo Kara, seus estudos mostram que mulheres que tomam pílula têm incidência de câncer de endométrio e de ovário 60% menor em relação às demais. Ou seja, se o Vaticano realmente prezar pela saúde de suas celibatárias, não apenas deve liberar como fornecer pílulas anticoncepcionais para as freiras. A Igreja Católica, no entanto, rejeita qualquer forma de contracepção artificial e teme que abrindo precedentes para diminuir a incidência de câncer, vá estimular e disseminar o uso da pílula. Kara Britt pretende fazê-los mudar de ideia, dentro de algumas semanas, quando apresentará os resultados de seus estudos, durante uma conferência internacional, em Roma, bem pertinho do Papa. Será que ela vai conseguir? |
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