ENDOMETRIOSE Sua incidência varia em diversos tipos de serviços de atendimento médico, sendo mais comum nos ambulatórios de dor pélvica e infertilidade. O quadro clínico mais comum é o da paciente que apresenta dor forte, tipo cólica, principalmente no período menstrual, que se agrava com o passar do tempo, podendo ocorrer, também, no período de ovulação e, se não tratada, pode ocorrer durante todo o mês, transformando-se em dor pélvica crônica. Por outro lado, podemos identificar endometriose em pacientes assintomáticas, que apresentam como único sintoma o fato de não conseguirem engravidar, por mais de um ano de coito desprotegido e sem causa aparente para a infertilidade conjugal.
Em todos os casos o diagnóstico se faz com biópsia da lesão e confirmação da presença de tecido endometrial ativo. Vários exames podem ser solicitados, entretanto nenhum garante com certeza o diagnóstico de endometriose, com exceção do exame anatomopatológico. Às vezes o ultra som pode contribuir muito para a suspeita do diagnóstico, bem como a ressonância magnética nuclear, em casos muito específicos. A história clínica e a experiência do profissional são decisivas para o bom diagnóstico e o tratamento adequado dessa doença enigmática. Recentemente, no último Congresso Mundial de Endometriose, em Melbourne, Austrália, foram considerados aspectos imunológicos importantes na etiopatogenia da doença. O tratamento se baseia numa boa classificação da doença, utilizando-se apenas o tratamento cirúrgico (vídeo-laparoscópico), no geral em casos mais leves da doença e tratamento cirúrgico combinado com medicamentos, nos casos moderados e graves. Seguindo-se um bom protocolo, consegue-se melhorar substancialmente a qualidade de vida da paciente, bem como facilitar a perspectiva de uma gravidez saudável. O prognóstico é muito bom, quando se segue um bom protocolo, podendo, entretanto, haver recidivas da doença. Ressalta-se que os órgãos governamentais disponibilizam para a população medicamentos de alta eficácia no tratamento da endometriose, o que não justifica, ainda, muitos casos sem tratamento nos dias de hoje. Clique aqui para baixar a aula correspondente. |
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